Começar · 3 min de leitura ·
Piano: conheça o instrumento
Conhecer o instrumento, a música e a si mesmo: o conselho que recebi na graduação e que me acompanha ao piano.

Durante a graduação, tive o grande prazer e a honra de ser orientada por Miguel Rosselini. Ele sempre me lembrava de que, para tocar um instrumento, você precisa conhecer três coisas: seu instrumento e todo o som que pode tirar dele; a história e o contexto da música que vai tocar; e você mesmo, que som consegue produzir, qual é o seu limite e o que deve buscar em si. Quando decidi começar este blog, tinha esse lema em mente e aquilo que, nesses três conhecimentos, nos motiva a continuar estudando. É um pensamento encorajador.
Tendo essa ideia em mente, gostaria de falar um pouco sobre o piano, o instrumento que escolhi como amigo.
O piano é um instrumento de teclado com 88 teclas. Suas cordas são percutidas por um martelo, ou seja, quando tocamos qualquer tecla do piano, um martelo é acionado, atingindo a corda e assim produzindo o som. A grande diferença entre o piano e outros instrumentos de teclado é que o piano, além de produzir sons fortes e fracos de acordo com o toque do pianista, permite que muitas notas sejam acionadas ao mesmo tempo.

http://www.fritzdobbert.com.br/lightboxes/mecanismo-renner/
Dica: o museu Victoria and Albert, em Londres, tem uma vasta coleção de instrumentos de teclado, além de expor exemplares de alguns dos primeiros pianos produzidos na Europa.
Hoje podemos encontrar nas lojas de instrumentos o piano de cauda, que tem suas cordas na horizontal, sendo melhor para ambientes grandes ou salas de concerto porque seu som se propaga mais, sendo mais intenso. Além disso, como a caixa é maior, as cordas podem ser maiores e melhores, tornando o som muito bonito. E o piano vertical ou piano de armário, que tem suas cordas e caixa na vertical, sendo mais indicado para ambientes pequenos e para os estudos diários.


Existem também os chamados “pianos digitais”, uma forma prática e mais barata de conseguir estudar. Os pianos digitais não são como os conhecidos “teclados”: eles têm todas as 88 teclas que encontramos no piano acústico e simulam o mesmo peso das teclas, mas são menores, facilitando muito para quem mora em apartamento ou mesmo para quem gostaria de investir menos em um instrumento.

Acredito que nenhum texto é capaz de substituir o contato com o som desse instrumento maravilhoso. Minha dica para quem sempre quis fazer uma aula: nunca é tarde para descobrir uma nova paixão e aprender coisas novas; não acredite quando dizem que só se aprende música com talento. O que aprendi nesses 20 anos de estudo é: com boa orientação e estudo regular, qualquer pessoa pode aprender a tocar. Uma boa orientação inclui um professor que mostre as possibilidades sonoras, a melhor posição do corpo para evitar problemas de saúde e para que seu som esteja sempre evoluindo (a posição incorreta realmente prejudica a qualidade da música), conhecimentos de teoria musical e alguém que ame a música e possa mostrar onde mora o prazer de estudar.
Vamos conversar sobre piano?
Na aula experimental grátis, conversamos sobre suas expectativas e objetivos.
Sylvia de Morais. Conteúdo informativo, revisado com fontes.